Mas, como já reiterei acima, pensava assim ontem. Hoje, não só quero vomitar repúdio, como devo - é melhor avisar - usar xingamentos, talvez...
Não! Definitivamente mesmo com motivos. Não irei esbravejar sobre ser uma brasileira inconformada por cediar copa do mundo e olimpíadas sem preparação, sem competência. Viva a corrupção! Foda-se! Prostituíção infantil, analfabetismo, colonização, destruíção amazônica, imposto sem retribuíção, máscara cultural, máfias legalizadas... Leiam o
Groeland.
Eu quero vomitar minha revolta ao incentivo a falta de talento. Centenas de exemplos poderiam ser relatados, mas extenso ficaria, esse artigo se revelaria um livro encalhado. O grupo teatral 4 nipes, me tirou de casa semana passada anunciando uma peça teatral sobre os anos 90, em tom de comédia. Quase toda a informação do roteiro citou os anos 2000 e pouco me fez rir. E o desnecessário porvir, mesmo durante, quando desmoralizava algumas pessoas públicas, era simplismente ridículo por não condizer além da falta de relevância. Mas estava lotado. E riram. Acreditem, aplaudiram.
Indo ao ponto pois que está a desandar, quero expurgar - prejulgando sem dó - o Senhor Carlos Reichenbach e todos os seus futuros empreendimentos. Diretor e roteirista do filme Falsa loira, um dos piores que assisti em minha existência. O ódio incontido que me tomou não é somente pelo o péssimo filme, mas pelo desrespeito a mim e a quem se propor a assistir. Finalizando, chego ao ponto que me reteve aqui, uma questão que me tira o sono até agora, 48 horas depois do tormento: como pode algo irremediavelmente abominável a cultura ter o apoio e patrocínio da Petrobrás e outros, enquanto talentos mil continuam recolhidos?
Sem poder evitar, sem esperar respostas, indago a ele:
Ela (personagem principal) é ou não é mal caráter?
O pai dela é icendiário ou não?
Ela sabia estar indo fazer um programa ou foi iludida?
O que cheirou com o travesti era cocaína?
Aquele final onde foi induzido o telespectador sentir pena da coitada foi gozação?
Falsa loira porque era burra ou por pintar o cabelo de loiro?
Onde foi a continuidade?
Quantos dias atravessamos?
Quem era o tal Doutor? Mandante? Bom? Corrupto?
Desculpem, tenho mais duzentas perguntas, porém, paro aqui. Que se dane a Petrobrás.
E o Rio de Janeiro continua lindo, claro. Se não fosse verdade, Caetano moraria na Bahia.